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21 de agosto de 2017 às 17:15
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Entidades de apoio a pacientes renais relatam dificuldades no TCE

Os problemas, dificuldades e entraves enfrentados pelos renais crônicos em Sergipe foram apresentados e debatidos em reunião no Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) na manhã desta segunda-feira, 21, com as presenças do conselheiro-presidente Clóvis Barbosa de Melo, e da conselheira Susana Azevedo, vice-presidente do Tribunal.

_MG_9945.JPGNa ocasião os representantes de entidades voltadas ao acompanhamento dos portadores de doenças renais questionaram a destinação dos recursos enviados ao Estado pelo Ministério da Saúde para que invista nesse tipo de tratamento. Conforme documentação apresentada pelo presidente da Associação de Renais Crônicos e Transplantados de Sergipe, Lúcio Alves, foram mais de R$120 milhões entre os anos de 2012 e 2017 (até o momento).

“A porta aberta para receber essa demanda é o Hospital João Alves e esse hospital hoje não tem condições de atender; e a gente não entende por que já que temos um documento do Ministério da Saúde dizendo os valores que são enviados”, afirmou Lúcio Alves.

Ainda segundo ele, desde 2012 não se realiza mais transplantes _MG_9882.JPGrenais em Sergipe, enquanto municípios de menor população e arrecadação, como Arapiraca (AL) e Jequié (BA), situados em Estados vizinhos, realizam o procedimento.

Também foram citados entre os demais problemas as faltas de líquido para preservação de órgãos coletados; de medicamentos no Centro de Atenção a Saúde de Sergipe (Case); de centros para confecção de acesso vascular; e de assistência ambulatorial para os transplantados renais.

“Essa é uma situação que já tínhamos conhecimento, mas não com essa gravidade apresentada; ficamos tristes com a falta de atenção do estado”, comentou o conselheiro-presidente Clóvis Barbosa, acrescentando que vai relatar a situação para o conselheiro Ulices Andrade, que é o responsável pela área da Saúde estadual.

Já a conselheira Susana Azevedo antecipou que irá sugerir a realização de uma nova audiência com os gestores da Saúde para saber que fim está sendo dado a esses recursos. “É importante também sabermos qual o projeto que o Estado está avaliando para equacionar essa questão”, destacou.

 Por DICOM/TCE

 

Por: Jornal Simãodiense

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