Bom dia • 13/08/2026

13 de agosto de 2026 às 00:09
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IPCA fica em 0,07% em julho

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

Período Taxa (%)
Julho de 20260,07
Junho de 2026 0,16
Julho de 2025 0,26
Acumulado no ano 3,44
Acumulado em 12 meses 4,44

A maior variação (0,99%) e impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Habitação. Já Alimentação e bebidas caiu 0,67%, com -0,14 p.p. de impacto. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

Variação do IPCA por grupo de produtos e serviços

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
JunhoJulhoJunhoJulho
Índice Geral0,160,070,160,07
Alimentação e bebidas-0,24-0,67-0,05-0,14
Habitação0,630,990,100,15
Artigos de residência0,230,070,010,00
Vestuário0,17-0,660,01-0,03
Transportes0,170,050,030,01
Saúde e cuidados pessoais0,230,400,030,06
Despesas pessoais0,250,220,020,02
Educação-0,02-0,030,000,00
Comunicação0,190,040,010,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O grupo Habitação acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), puxado pela alta da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%, e exerceu o principal impacto individual no mês (0,13 p.p.). Esse resultado contempla os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. Em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.

Ainda em Habitação, destaque também para taxa de água e esgoto (0,40%), que reflete os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. A redução de 0,04% no gás encanado se deu devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%), vigente desde 1º de junho.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,40%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e o plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.

A variação de Transportes (0,05%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas, o recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

Alimentação e bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,32%) ocorreu em Rio Branco, por influência de passagem aérea (12,27%) e energia elétrica residencial (2,66%). Já a menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).

Variação do IPCA por região

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
JunhoJulhoAno12 meses
Rio Branco0,510,290,322,984,23
Rio de Janeiro9,430,320,303,754,50
São Paulo32,28-0,030,293,504,81
Vitória1,860,380,193,405,07
São Luís1,620,430,134,514,87
Recife3,92-0,040,094,004,99
Fortaleza3,230,120,064,034,94
Brasília4,060,520,043,094,56
Porto Alegre8,610,360,043,214,41
Campo Grande1,570,020,004,004,60
Goiânia4,170,260,003,515,56
Aracaju1,03-0,02-0,124,084,83
Belo Horizonte9,690,12-0,173,063,43
Curitiba8,090,42-0,212,623,05
Salvador5,990,15-0,323,404,17
Belém3,940,07-0,453,473,87
Brasil100,000,160,073,444,44
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).

INPC fica em -0,01% em julho

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.

Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e conserto de automóvel (2,61%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e açaí (-14,24%).

Variação do INPC por região

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
JunhoJulhoAno12 meses
São Paulo24,60-0,070,283,484,28
Rio de Janeiro9,380,360,253,934,26
Rio Branco0,720,330,173,054,00
Vitória1,910,320,163,384,92
São Luís3,470,390,134,494,81
Goiânia4,430,270,103,585,49
Recife5,60-0,060,094,124,88
Brasília1,970,480,062,993,99
Fortaleza5,160,150,024,094,89
Porto Alegre7,150,39-0,033,284,26
Campo Grande1,730,07-0,084,224,62
Aracaju1,29-0,02-0,113,984,57
Curitiba7,370,40-0,142,532,37
Belo Horizonte10,350,11-0,333,243,23
Salvador7,920,05-0,443,453,93
Belém6,950,05-0,493,203,58
Brasil100,000,14-0,013,504,10
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

Por: Jornal Simãodiense jornalsimaodiense

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