Bom dia • 13/05/2026
Adesão à política começa na quarta-feira (13) e vai até 31 de dezembro. Expectativa é que sejam beneficiados 1 milhão de estudantes que firmaram contratos até 2017, mas estão com dívida em amortização até 4 de maio de 2026
Estudantes com atrasos no pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem aderir, a partir de quarta-feira, 13 de maio, à nova etapa de renegociação de dívidas, que vai até 31 de dezembro. O Desenrola Fies busca beneficiar mais de 1 milhão de alunos com contratos firmados até 2017, permitindo o acesso a descontos de até 99%. Para regulamentar este processo, o Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 12 de maio, a Resolução n° 66/2026. As novas regras contemplam aquelas pessoas que estavam com as dívidas em fase de amortização em 4 de maio deste ano.
“Os estudantes do Fies que querem aderir ao Desenrola poderão renegociar débitos diretamente junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil. A negociação deve ser realizada nos canais digitais dos bancos. Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido”. Leonardo Barchini, ministro da Educação.
As condições de renegociação variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso no pagamento. Para quem tem débitos vencidos há mais de 90 dias, o estudante poderá optar pelo pagamento à vista, com desconto total de encargos e redução de até 12% do valor principal; ou pelo parcelamento em até 150 parcelas mensais, com redução de 100% dos juros e multas. Para os estudantes adimplentes, ou com atrasos de até 360 dias, o programa oferece a opção de quitação integral com 12% de desconto sobre o saldo devedor.
Para alunos com inadimplência superior a 360 dias, as regras são as seguintes: quem participa do Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico) e está com as informações atualizadas nos últimos 24 meses, será possível quitar a dívida com desconto de 92% do valor total consolidado; já os que não estiverem inscritos no programa terão a possibilidade de pagar com desconto de até 77%. Os estudantes beneficiados pelo CadÚnico com atraso superior a cinco anos na última prestação o desconto é de 99% do valor consolidado. Por fim, estudantes adimplentes ou com atraso de até 90 dias terão desconto de 12% do valor total, para pagamento à vista.
Confira as condições específicas conforme a situação da dívida:

Passo a Passo – Para facilitar o processo de adesão ao programa, basta conferir o guia a seguir:
Canais de atendimento oficiais:

Fies – O Fundo foi criado em 2001 a fim de conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas que são aderentes ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o FIES possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato.
Pode se inscrever no Fies o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.
Desenrola Fies – A iniciativa integra as ações do Novo Desenrola Brasil, instituído pela Medida Provisória nº 1.355/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 4 de maio. O objetivo do governo federal é reorganizar a vida financeira de milhões de brasileiros, incluindo estudantes com contratos em atraso junto ao Fies. A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas como outras renegociações do Desenrola Brasil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Por: Jornal Simãodiense jornalsimaodiense