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22 de agosto de 2017 às 11:35
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Valadares participa de reunião do Parlasul e expressa preocupação com a grave situação na Venezuela

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O senador Antonio Carlos Valadares está em Montevidéu para a 49ª Reunião do Parlamento do Mercosul (Parlasul). Como membro efetivo da representação brasileira, ele participou pela manhã da reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional. Agora, na parte da tarde, na reunião plenária, expressou sua preocupação com a grave situação na Venezuela.

 

PRONUNCIAMENTO PARLASUL – SESSÃO DE 21/08/17

 

Quero aproveitar esse privilegiado espaço, e dentro do espírito de integração e colaboração entre os países da América Latina e Caribe, para expressar a minha mais sincera preocupação com a grave situação na Venezuela.

 

Trago minha apreensão diante da crescente radicalização política, que se reflete no número de mortes em manifestações e nas inaceitáveis prisões políticas, que colocam em xeque a capacidade que os governos e as oposições precisam ter para chegar a uma solução pelo saudável diálogo e pelo respeito ao contraditório, sem o incabível uso da força.

 

Sobretudo, revelo minha angústia em relação aos efeitos deletérios para o povo, a gente mais simples daquele país, que sofre na carne os efeitos da disputa. São crescentes as notícias de falta de suprimentos, de alimentos e remédios. E a população vem tentando de forma desesperada escapar do conflito. A quantidade de pessoas – fala-se em 30 mil só este ano – que buscam refúgio no Brasil é resultado da conjuntura instável na Venezuela.

 

E me expresso com a convicção de quem enfrenta situação de crise política e econômica sem precedentes. Com efeito, vivemos no Brasil um cenário de desesperança, que está a nos empurrar para um momento dramático, com a imposição de medidas amargas que atingem diretamente a população mais vulnerável. Mas restam preservadas as instituições, que funcionam normalmente, e o respeito ao contraditório da oposição.

 

Na Venezuela, em meio a um embate de versões, o que preocupa é a aparente ruptura.  A Assembleia Constituinte teria se colocado como poder soberano, que destituiu o parlamento oposicionista e a procuradoria-geral, levando ao crescimento da tensão no país.

 

A construção de uma sociedade socialista é parte da história do meu partido. Mas, para mim, o socialismo deve ser praticado com liberdade e democracia, admitindo os contrários no debate político, e lutando sempre para combater as desigualdades e o extremismo que levam à desarmonia. E, em especial, ao respeito à vontade da maioria, como acontece nas democracias representativas.

 

O que se observa hoje na Venezuela é a polarização extrema, os embates permanentes entre apoiadores do regime e as forças de oposição, restando ao povo pagar o preço da intolerância.

 

No último dia 8 de agosto, 17 países, entre eles o Brasil, assinaram a Declaração de Lima para condenar a ruptura da ordem democrática na Venezuela e para não reconhecer a instauração da Assembleia Nacional Constituinte. Da mesma forma, rejeitaram o uso da força.

 

Estou confiante de que será possível chegar a uma solução pacífica, e aposto nos esforços diplomáticos para isso.

 

Não há alternativa. A democracia deve prevalecer e os problemas precisam se resolver através do diálogo entre os atores. De forma pacífica.

 

Portanto, é de se ter sempre em mente a política de não ingerência entre governos e rejeitar atitudes com viés intervencionista, como a ameaça recente do presidente Trump de uso de força militar.

 

Não são as armas solução e é bom lembrar que passou o tempo da subserviência do nosso continente, hoje protagonista de seu próprio destino.

 

Para finalizar, reitero que o melhor mecanismo de resolução de conflitos é a democracia. Trago, portanto, minha solidariedade ao povo da Venezuela e o desejo profundo de que o nosso continente consiga ultrapassar os enormes desafios políticos e econômicos com a lucidez necessária e com menos prejuízos possíveis ao povo mais carente, vítima maior desses conflitos.

 

Só assim, fortes e unidos, alcançaremos nosso propósito de nos consolidarmos no competitivo cenário econômico mundial, com resultados positivos para nossos cidadãos.

 

Por: Jornal Simãodiense

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