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3 de agosto de 2017 às 06:54
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Defensoria Pública realiza ações com adolescentes do CASE I e II sobre “Adotar Atitude de Respeito à Diversidade”

Os defensores públicos do Núcleo da Criança e do Adolescente (NUDECA), Karine Neri, Fillype Mattos, Eduardo Cirino e Daniel Souza Faria realizaram diversas ações na Comunidade de Ação Socioeducativa São Francisco de Assis (CASE I e II) sobre “Adotar Atitude de Respeito à Diversidade” do projeto da UNICEF “Competências para a Vida: Trilhando Caminhos de Cidadania”.

 

Durante dois dias, os defensores públicos destacaram a importância da Defensoria Pública na defesa dos adolescentes e falaram sobre os direitos preconizados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Além disso, foram ministradas palestras sobre “Adotar Atitude de Respeito à Diversidade” com a assistente social, Maria das Graças, e foi encenada uma peça com a participação dos adolescentes sob a coordenação da psicóloga, Cláudia Rúbia.

 

“É importante mostrar para esses meninos que o respeito à diversidade é importante para refletir sobre as consequências para o futuro. Preconceito, discriminação, racismo e outras condutas violam o respeito ao próximo, por isso, se não orientar esses adolescentes a respeitar a diversidade o que eles serão no futuro?”, pontuou Maria das Graças.

 

Os defensores públicos, Daniel Faria e Paulo Cirino, falaram sobre o papel da Defensoria Pública e os direitos da criança e do adolescente no ECA. “O ECA é o manual da vida da criança e do adolescente, por isso, é importante que eles conheçam e aprendam os seus direitos, pois quem tem conhecimento dos seus direitos tem poder e argumento forte para cobrar e contestar o que não está sendo respeitado ou aplicado”, disse Daniel Faria.

 

O adolescente J.I.N, 18 anos, aprovou a iniciativa. “Gostei de tudo que foi abordado, mas o que mais me chamou a atenção foi o respeito ao outro. Me arrependi de cometer algo errado e de estar aqui, pois se fosse para voltar atrás não teria feito o que fiz. Vai fazer quatro meses que estou no CASSE II, mas é como se fosse uma eternidade. O que os defensores públicos falaram me fizeram refletir o futuro e pensar mais no meu sonho de um dia ser jogador de futebol e de poder ajudar minha família”, afirmou.

 

Para V.H.S.B, 17 anos, a peça teatral mostrou que o respeito à diversidade é importante para conviver em grupo. “Gostei muito da peça e de tudo que foi realizado pela Defensoria. Isso me fez repensar que fazer algo errado e não respeitar o próximo não leva a nada. Arrependo-me de ter sido preso e de estar aqui, mas quando sair farei de tudo para estudar e um dia poder realizar meu sonho, que é ser médico”, planeja.

 

“Gostei de tudo, mas o principal foi saber dos meus direitos através dos defensores públicos. Com certeza se fosse agora faria tudo diferente e não tinha feito nada de errado porque hoje percebo que a família é tudo que temos. Quero dar orgulho para minha avó, que está sofrendo muito por me ver aqui. Meu sonho é ser eletricista e com fé em Deus vou realizar”, disse emocionado T.W.S.L.

 

A defensora pública e coordenadora do Nudeca, Karine Neri, ressaltou que todas as atividades foram desenvolvidas com o objetivo de conscientizar os adolescentes de que eles podem construir um futuro diferente. “É preciso auxiliar os jovens na construção da sua cidadania, na conscientização acerca da necessidade de se respeitar o próximo, de que eles são portadores de direitos, pelos quais devem lutar e de que o futuro é determinado pelas escolhas que fazemos hoje”, enfatizou.

 

Ascom DPE/SE

Por: Jornal Simãodiense

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