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4 de maio de 2017 às 09:23
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Luciano Pimentel lamenta queda na produção de milho em Sergipe

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O deputado Luciano Pimentel (PSB) destacou na manhã desta quarta-feira, 3, os problemas que vêm afetando a produção de milho no Estado de Sergipe. Na ocasião, ele cobrou uma maior atenção dos órgãos governamentais no sentido de orientar os produtores quanto ao manejo do solo.

“A produção de milho no Brasil, conforme dados de 2016, cresceu 12.5%, entretanto, no Nordeste houve uma queda de 46.7% e em Sergipe, uma queda alarmante de 71.7%. Hoje algumas ações precisam ser melhor avaliadas com relação ao desmatamento cada vez mais intenso que contribui com a redução dos níveis pluviométricos e consequentemente reduzindo a produção. Estamos saindo de um grande período de seca no nosso Estado, que contribuiu certamente para essa redução da produção, mas que precisa ser discutida a melhor utilização do solo, às vezes pouco consciente e esse trabalho. Acho que os técnicos da Embrapa, Emdagro e das universidades, poderiam contribuir para que os nossos produtores tivessem uma utilização do solo de forma mais sustentável”, destaca.

Luciano Pimentel apresentou um gráfico mostrando a produção de milho na Região Nordeste. O Estado da Bahia representa 49.5%, o Maranhão, 21.9%, o Piauí 19, 2% e o Estado de Sergipe produziu 4.5% de todo o milho da região.

“Mas se considerar a extensão territorial do nosso estado, temos uma boa produção, apesar da crise, temos uma área plantada de 172 mil 145 hectares e a área produzida de apenas 88 mil. Isso demonstra os vários fatores que tem ocasionado essa queda, além da questão da seca. Temos que buscar alternativas e uma forma de fazer com que os produtores passem a produzir de forma mais sustentável, ampliando a capacidade de produção na mesma área plantada”, ressalta.

O deputado disse ainda que em 2010 o Estado de Sergipe produziu 750 mil toneladas; em 2011, 480 mil; em 2012, 290 mil; em 2013, 700 mil e em 2014 (o melhor ano), 762 mil toneladas de milho. “Foi um ano de muita abundância e o produtor rural teve a justa remuneração pelo seu trabalho. Mas em 2015 caímos para 139 mil toneladas e em 2016 para 139 mil toneladas. Assistimos em todos os municípios sergipanos, um movimento desses pequenos, micros produtores, recorrendo aos bancos por não conseguir pagar o seu custeio”, lamenta.

Queda

O deputado acrescentou que a preocupação é pelo significado que o milho tem para o Estado e para o homem do campo. “Saímos de uma produtividade de 4 mil 727 quilos por hectare para chegarmos a uma produção de 1.582 quilos por hectare. Isso significa dizer que o produtor não conseguiu vender o seu milho e cobrir o custeio da plantação. Precisamos buscar uma ação junto á Embrapa, à Emdagro e aos órgãos ambientais, no sentido de discutir o manejo do solo no Estado de Sergipe para a plantação de milho, muito importante para a nossa Economia. Os órgãos de Governo precisam estar apoiando o pequeno produtor”, entende.

Pimentel informou a produção entre o sertão e o agreste sergipano. “O município de Simão Dia respondeu em 2015 com 160 mil toneladas de milho; o município de Carira ocupa o segundo lugar com 140 mil; Frei Paulo com 52 mil toneladas; Poço Verde com 23 mil toneladas; Nossa Senhora da Glória, com 15 mil toneladas; Pinhão, 14 mil; Aparecida 14 mil; Cristinápolis; 8 mil; Feira Nova, Lagarto e Tobias Barreto, 6 mil; Riachão do Dantas, 5 mil; Pedra Mole, 4 e 400 e Monte Alegre, 4 mil 428.

Por Agência de Notícias Alese

Foto: Jadilson Simões

 

Por: Jornal Simãodiense

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