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18 de novembro de 2014 às 11:59
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Polêmica da eleição volta à tona durante sessão e deixa clima tenso entre vereadores de Simão Dias

O clima anda pra lá de hostil na Câmara Municipal de Simão Dias, pelo menos, é o que se pode constatar durante a noite desta segunda – feira, quando o clima voltou a ficar tenso já nos primeiros minutos de sessão. Demonstrando está ainda irritado com a derrota sofrida semana passada, na eleição da presidência da casa, o vereador José Caetano (PSB) apresentou hoje, um decreto anulando o voto do parlamentar Modesto (PSC) e praticamente intitulando vencedor no citado pleito. Após a leitura do decreto (em anexo) teve início um polêmico debate envolvendo o presidente Zé Caetano e o vereador Fábio Rabelo (PMDB). Em meio ao desentendimento nas argumentações, Caetano preferiu encerrar a sessão e saiu do plenário sendo acompanhado pelos colegas Ruy Dória (PPS) e Jorgeval Silva (PP). Vereador Flávio (PV) e Rosa Cecília não compareceram à sessão desta segunda. Confira abaixo o que diz o decreto.

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Instante depois assumiu o comando da mesa o vice-presidente Rogério Almeida (PSB) que prontamente reabriu a sessão e conduziu os trabalhos. Para Fábio, o ato do colega Caetano foi arbitrário, ao tentar anular o voto de Modesto caracterizando-se claramente um ditador sendo até comparado com Hugo Chavez. Rabelo ainda lembrou que durante o pleito, Zé Caetano chegou a mencionar que tinha vencido a eleição sem a apuração chegar ao seu término.

O primeiro discurso em plenário da noite foi do vereador de situação, Modesto que informou ter sido alvo de severas críticas por causa de seu voto em favor a Rogério e ainda chegou a ser tachado de traidor ou que tinha feito acordo financeiro em troca do voto. Como homem de bem, afirmou que não se vende mas que possui opinião própria. Não acompanhou o voto de seu agrupamento porque  segundo ele, “Zé Caetano teria lhe ofendido verbalmente chamando – lhe de doido”. Segundo Modesto, as críticas partiram da minoria do eleitorado e que há uma tentativa de colocá-lo contra o prefeito Marival Santana (PSC) ao qual mantém uma salutar e verdadeira amizade de longas datas e voltou a afirmar categoricamente que não recebeu dinheiro algum para sua escolha de voto em na eleição da semana passada, voto esse que acabou promovendo a vitória ao candidato Rogério Almeida.

Num aparte, Dedé do Pastinho (PSB) disse que traíras são João Déda (PSB) e o próprio Zé Caetano (PDT) e ainda perguntou que apego é esse ao poder que já perdura há seis anos e por qual motivo não poderia acontecer uma alternância. Pra Dedé, o colega Modesto é vereador de palavra e “homem com H maiúsculo”.

O segundo parlamentar a fazer uso da tribuna foi Rogério Almeida fazendo relato de como ocorreu os bastidores, reuniões e o pleito em si. Segundo Rogério, o atual presidente já estava saturado e que havia é uma enorme ganância pelo poder. Ainda num aparte, o vereador Cristiano Viana (PSB) enfatizou que o atual presidente do Legislativo de Simão Dias não respeitou o voto dos colegas e Irailde (PSB) relatou que essa atitude de tentar anular o voto de Modesto é uma falta de respeito e acrescentou que nas ruas a população cobrava dos vereadores a não permanência de Zé Caetano na presidência.

Por fim, quem fez uso rápido da tribuna foi Fábio Rabelo mas como sempre categórico. Disse que  Zé Caetano protagonizou no princípio da sessão foi um ato de um covarde, ou seja, leu o decreto, teceu-lhe críticas e depois fugiu. Segundo Fábio o pleito ocorreu de acordo com a mesa regida em edital. Mas segundo Rabelo, esse comportamento serviu para o povo ver quem é o atual presidente é a máscara pela qual se esconde.

Cristiano Viana em mais um aparte afirmou que estranhou o posicionamento de um vereador tão experiente como Ruy Dória compactuar com tamanha indecência. O hilário Dedé do Pastinho voltou a ocupar o microfone e comentou que esse gesto também é uma irresponsabilidade e o presidente atual deveria tirar licença médica, cuidar da saúde e do juízo e depois voltar para a bancada, passando a cadeira de presidente para Rogério Nunes.

No final da sessão foi solicitada a participação do advogado Dr. Felizola, assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Simão Dias para expor com maior amplitude e profundidade os esclarecimentos sobre o decreto apresentado por Zé Caetano. Segundo Felizola, o documento é sem fundamento já que seu parecer não foi apreciado pela própria casa legislativa e por isso não possui validade nenhuma. Ainda de acordo com Felizola, a Câmara tem departamento jurídico e não era necessária a busca alheia sem contar que o plenário é soberano. Segundo José Carlos Felizola, o decreto fere os princípios da administração pública e se o vereador Modesto optou em mostrar  seu voto na bancada ele não pode ter tolhido seu direito de liberdade de expressão. Ainda de acordo com ele, o presidente não reúne poder para anular o voto de um parlamentar. E segundo a opinião de Felizola, o decreto é inconstitucional e fere a Lei Orgânica.

Durante a sessão, o decreto foi a julgamento e acabou sendo reprovado por 6 a 0.

Informações: Portal Edelson Freitas

Por: Jornal Simãodiense

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